André Luiz vê projetores astrais em Nosso Lar

Trecho do livro onde André Luiz se depara com 2 viajantes astrais:

Tudo luar e serenidade, céu sublime e beleza silenciosa! Ex-
tasiando-me na contemplação do quadro, demorei alguns minutos
entre a admiração e a prece.
Instantes depois, divisei ao longe dois vultos enormes que me
impressionaram vivamente. Pareciam dois homens de substância
indefinível, semiluminosa. Dos pés e dos braços pendiam filamen-
tos estranhos, e da cabeça como que se escapava um longo fio de
singulares proporções. Tive a impressão de identificar dois autên-
ticos fantasmas. Não suportei. Cabelos eriçados, voltei apressa-
damente ao interior. Inquieto e amedrontado, expus a Narcisa a
ocorrência, notando que ela mal continha o riso.
– Ora essa, meu amigo – disse, por fim, mostrando bom hu-
mor -, não reconheceu aquelas personagens?
Fundamente desapontado, nada consegui responder, mas Nar-
cisa continuou:
– Também eu, por minha vez, experimentei a mesma surpre-
sa, em outros tempos. Aqueles são os nossos próprios irmãos da
Terra. Trata-se de poderosos espíritos que vivem na carne em
missão redentora e podem, como nobres iniciados da Eterna Sa-
bedoria, abandonar o veículo corpóreo, transitando livremente em
nossos planos. Os filamentos e fios que observou são singularida-
des que os diferenciam de nós outros. Não se arreceie, portanto.
Os encarnados, que conseguem atingir estas paragens, são criatu-
ras extraordinariamente espiritualizadas, apesar de obscuras ou
humildes na Terra.

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